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sábado, 9 de novembro de 2013
Prefeitura de SP amplia programa de incentivo à cultura
O prefeito Fernando Haddad sancionou nesta sexta-feira (8) a ampliação do Programa para Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), que há dez anos apoia projetos culturais desenvolvidos por jovens em regiões periféricas na cidade. A lei sancionada cria o VAI 2, modalidade de incentivo direcionada a grupos de jovens ou adultos já com dois anos de experiência em atividades artísticas na periferia. O limite do valor destinado a cada projeto também aumentou para R$ 30 mil reais.
Prefeito de SP fala sobre a abrangência e aumenta o valor do apoio a grupos de jovens de baixa renda envolvidos em atividades artístico-culturais. Foto: João Luiz/Secom Prefeitura de SP
Ao longo de dez anos, o VAI já investiu R$ 18 milhões em 1.100 projetos culturais. Em 2013, foram R$ 4,32 milhões em 177 projetos. O VAI 1 têm como prioridade jovens de 18 a 29 anos, de baixa renda, que desenvolvam propostas coletivas em regiões com precariedade de recursos e equipamentos culturais.
“Eu participei com movimentos culturais e sociais pela criação de algo que preenchesse uma lacuna. A gente viu que a demanda começou a crescer e não tinha uma lei que possibilitasse que os grupos que tivessem participado do VAI duas vezes dessem continuidade. O VAI 2 vem preencher esta lacuna”, lembrou Daniel Marques, um dos organizadores do Sarau "O que Dizem os Umbigos", do Itaim Paulista.
Por ser destinado a iniciativas mais consolidadas, os projetos que forem aprovados no VAI 2 terão permissão de utilizar até 30% do valor do projeto para reforma ou adaptação de espaço físico, investimento proibido para os projetos do VAI 1. Outra mudança é que o programa deixa de estabelecer o limite de duas participações por grupo cultural.
Podem solicitar apoio ações de produção e criação, eventos que acontecem periodicamente, organização de fóruns e redes, gestão de espaços culturais ou ações de formação cultural, entre outras possibilidades. Os projetos inscritos são avaliados por uma comissão entre 10 e 16 pessoas, cuja metade dos membros pertence à Prefeitura e a outra metade à sociedade civil. A avaliação é feita a partir do histórico do grupo, das perspectivas de continuidade após a participação no programa e o impacto das ações em suas regiões.
Durante o evento de sanção da lei, o secretário Juca Ferreira (Cultura) anunciou também a instalação de 350 pontos de cultura na cidade, cujo edital deve ser lançado em cerca de dez dias. Os pontos de cultura são espaços de fomento cultural espalhados pelo território, ligados ao programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura. O objetivo dos pontos é catalisar iniciativas artísticas, principalmente em bairros periféricos.
Fonte: Portal da Prefeitura
Roberto Carlos e Sua Estupidez
Roberto Carlos
Não vou aqui recorrer ao recurso da paródia da canção do Rei, nem mesmo aos versos “que no mundo não há mais lugar / pra quem toma decisões na vida sem pensar”. Não. Os argumentos dos compositores do Procure Saber contra as biografias sem autorização têm sido um desastre danoso de danação, sem precisar de paródia ou ironia.
Por Urariano Mota
Artistas essenciais da música brasileira como Chico Buarque, Caetano Veloso, Djavan, Milton Nascimento e, por vizinhança da companhia, o Rei Roberto e Erasmo Carlos, quanto mais falam mais afundam em areia movediça. Quanto mais se revolvem no pântano, na lama, mais se perdem nos últimos anos das suas vidas.
Eles não precisavam deste presente e desonroso capítulo. Mas Roberto Carlos, talvez em razão da sua majestade, cometeu no último domingo (27 de outubro) a mais expressiva decadência do grupo. O Procure Saber pode agora dispensar Paula Lavigne para ser mais irrefletido, inculto e estúpido. O Rei fala melhor por eles, como nestes momentos da entrevista a Renata Vasconcellos:
“Roberto Carlos: O biógrafo também pesquisa uma história que está feita. Que está feita pelo biografado. Então ele na verdade ele não cria uma história. Ele faz um trabalho e narra aquela história que não é dele. Que é do biografado. E partir do que ele escreve, ele passa a ser dono da história. E isso não é certo.
Renata: Por uma questão também comercial?
Roberto Carlos: Por tudo...”.
Amigos, é de causar surpresa, e surpresa muito ruim, descobrir a profunda ignorância de artistas da música popular sobre o próprio ofício, sobre a própria condição da arte. Criadores, até como um dever de casa, deveriam investigar mais as razões do seu modo de ser no mundo. Mas não. Na entrevista ao Fantástico, Roberto Carlos é de um primarismo absoluto ao declarar a crença de que a sua história já está feita. Ou, no caso das biografias, que a história dele já está feita por eles. Engano. Ele quis dizer - e não soube como - que os anos foram vividos por ele. O que já seria uma burrice, pois os que estivemos nesse mesmo tempo somos parte legítima para contá-la. Ou em frase mais clara: a história da vida de um homem, mesmo que de um pop star, de um semideus, será feita por quem contá-la. Elementar. A vida será contada a partir de fatos que foram vividos não apenas pelo biografado. Nesse particular sentido, a história de uma pessoa está sempre a ser recontada. O fato, mesmo, é que ao lado da ignorância de Roberto Carlos se encontra algo mais palpável: é grana, é dinheiro, é moeda. Ele e os demais compositores querem faturar o restinho das suas vidas com os subprodutos, como se fosse uma utilização total de um boi, que eles creem ser subprodutos, espécie de aproveitamento de ossos de um açougue para a sopa. Ah, não, a venda dos ossos é minha. Ou para sair da metáfora de matadouro bovino: os compositores avançam sobre a venda de direitos da “sua” história para o cinema e a televisão.
E disse mais Roberto Carlos à repórter do Fantástico, entre pausas e sorrisos na máscara de maquiagem que envergonhada cobre os muitos anos no rosto:
“Roberto Carlos: Eu estou escrevendo a minha história. E informando muito mais a essas pessoas sobre a minha vida, sobre as minhas coisas, muito mais do que qualquer outra fonte.
Renata: Quem escreveria a biografia do Roberto Carlos com as bênçãos do Rei?
Roberto Carlos: Eu. Detalhes que com certeza não vão estar em outras biografias... Também não sei se vai caber num livro só. Talvez dois ou três livros pra escrever toda a minha história.
Renata: A vida do Roberto não cabe num livro só.”
Ele próprio, Roberto Carlos, vai escrever a sua autobiografia! Isso é maravilhoso. Todos sabem que o Rei é incapaz de escrever um simples texto de 3 linhas, mais conhecido pelo nome de bilhete, mas será capaz de escrever uma longa autobiografia. E em vários volumes, porque a sua vida não cabe em um só livro. Meu Deus. O seu conhecimento de tempo dramático, de síntese, de montagem e seleção, de hierarquia de acontecimentos de uma vida, é zero. Por isso ele conclui, em um esforço de modéstia, que depois de 72 anos a sua vida pode dar 3 volumes. Imaginem se reunir os diários de todas as suas horas até hoje: o mundo se encherá de livros com os títulos Roberto Carlos 1, Roberto Carlos 2, Roberto Carlos 3.... infinito.
Para o Rei, o show já terminou. Mas disso ele ainda não tem informação, conhecimento ou consciência.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
23ª Mostra de Dança Estudantil é realizada em Barra Mansa
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A secretaria de Educação de Barra Mansa realizou nesta segunda-feira, dia 04, a 23ª Mostra de Dança Estudantil, na quadra do Colégio Municipal Vereador Paulo Basílio, no bairro Vila Nova. O evento, que teve início às 19 horas, contou com 29 apresentações com aproximadamente 400 alunos de 22 escolas da rede municipal.
Participaram ainda, cerca de 70 alunos do Cemae (Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado), com apresentações individuais e em grupo. A coordenadora do centro, Anamaria Linhares, agradeceu a oportunidade. “Foi uma atividade extremamente inclusiva, que permitiu a socialização dos nossos alunos. Só temos a agradecer pela participação e pelo desenvolvimento deles”, disse.
De acordo com Ricardo Rosas, assessor de Educação Física da secretaria de Educação, a mostra é realizada com o objetivo de apresentar à comunidade e aos pais os conhecimentos adquiridos nas aulas de dança que ocorrem ao longo do ano, dentro das escolas. “Todos os estilos de dança foram explorados e exibidos para cerca de mil pessoas que prestigiaram o evento”, contou.
Como forma de premiação pela participação, todas as escolas receberam troféus e todos os alunos participantes foram contemplados com medalhas.
Fotos: Yuri Melo
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Aulas profissionalizantes de desenho acontecem em Barra Mansa
A Estação das Artes de Barra Mansa está realizando as aulas do Atelier Escola. O objetivo do curso é formar pessoas interessadas em produção e execução de desenhos e pinturas. Lembrando que o trabalho executado pelos alunos durante os períodos são expostos na cidade e também em outros municípios.
Atualmente são duas turmas: uma durante a semana com aula quarta-feira das 14h às 16h; e outra aos sábados, com aula de 9h às 12h. De acordo com o professor Francis Marques, que é o orientador do curso, a previsão é de que mais duas turmas sejam formadas no próximo ano, inclusive com aulas no período da noite:
“Hoje nós contamos com duas turmas de vinte alunos cada, e já temos, na pré-inscrição para o ano que vem, pelo menos 50 alunos que querem uma vaga. Devido a essa demanda e a possibilidade de que uma professora chegue para dar aulas, a tendência é de que mais duas turmas se forme para 2014, inclusive com aulas noturnas”, disse o professor, acrescentando que a pré-inscrição já está aberta e os interessados devem ir até o Centro de Cultura Estação das Artes para efetuar o cadastro.
Nas aulas ministradas, os alunos aperfeiçoam técnicas de sombreamento, traços fortes, contorno, expressão e outras que constam na profissionalização do desenhista.
Para o designer Bruno Oliveira, de 21 anos, o curso aprimora suas técnicas de composição: “Desde que entrei aqui tenho buscado o aperfeiçoamento das minhas técnicas de desenho. Melhorei bastante minha composição e o curso está me auxiliando em outras áreas da arte, inclusive a arte digital”, disse o designer.
Já Thiago de Oliveira Silva, de 32 anos, o curso serve para ajudar a realização de um sonho: “Desde criança eu desenho quadrinhos. Mas muitas vezes não gostava da composição dos meus desenhos. Hoje, depois de aprimorar as técnicas, vejo se aproximar a realização do meu sonho de compor histórias em quadrinhos”, disse Thiago.
Para o Superintendente da Fundação de Cultura, Cláudio Chiesse, cursos como este fortalecem os talentos da cidade: “Estamos nos empenhando bastante em dar oportunidade para que as pessoas da cidade e, até mesmo da região, mostrem seus talentos. E nesse trabalho, aprimorem suas técnicas e lucrem com seus trabalhos. O Centro de Cultura Estação das Artes tem sido o espaço utilizado por nós para esse fim, e o resultado tem sido bem positivo”, disse Chiesse.
Os cursos de desenho são gratuitos e as inscrições devem ser feitas no Centro de Cultura Estação das Artes, na Rua Orozimbo Ribeiro, no Centro. Podem participar crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 3323-0496.
A Estação das Artes é administrada pela prefeitura de Barra Mansa, através da Fundação de Cultura e é mais um expoente para a disseminação cultural no município.
Leci Brandão: Por uma política cultural popular no Estado de SP
As únicas coisas que podem, de fato, mudar o nosso país são cultura e educação. Hoje, dia 5 de novembro, é o Dia Nacional da Cultura. Apesar de especial, a data não é de comemoração, mas de reflexão e um chamamento para a ação.
Por Leci Brandão*, especial para o Vermelho
Certamente, a falta de investimento no setor é o mais grave dos problemas, afinal, apenas 0,5% do orçamento do estado de São Paulo vai para a pasta. É urgente aumentar o orçamento para a Cultura. Como presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura da Assembleia Legislativa, temos trabalhado com determinação para isso. Contudo, também é urgente a necessidade de diversificarmos a distribuição dos recursos que já existem.
Desde sua criação, há nove anos, vimos no Programa Cultura Viva (do Ministério da Cultura) e nos Pontos de Cultura um exemplo de como o Estado pode ser aliado do povo ao respeitar sua autonomia cidadã, sua diversidade e ao proporcionar às pessoas as tecnologias necessárias para que expressem seus saberes, desenvolvam antigas e novas linguagens e se apropriem, de fato, dos resultados que possam surgir de suas expressões. Por isso, foi com grande alegria que, em parceria com a Comissão Paulista dos Pontos de Cultura, sistematizamos o Projeto de Lei 483/2013 que institui uma Política Cultural Paulista.
Para além da questão dos recursos, os projetos e as raras tentativas de se criar uma política em nosso estado e em nossas cidades ainda são limitados por um fator gravíssimo: o entendimento do que é cultura. Cultura ultrapassa o fazer artístico e abrange diversos saberes. Música, dança, teatro, poesia, literatura, cinema, tudo isso é cultura, mas saber trançar uma
rede, fazer uma feijoada, contar uma história e narrar sua realidade por meio de um grafite também é cultura. Apesar disso, essas manifestações não são vistas com a devida importância.
Consideramos que além da necessidade de ampliar essa concepção é necessário que haja um plano integrado que contemple a formação, difusão da produção, preservação de patrimônios material e imaterial e o fomento contínuo para que os projetos não parem. Neste sentido, louvo aqui a recente adesão do estado de São Paulo ao Sistema Nacional de Cultura.
Estamos vendo todos os dias a crescente onda de violência em nossas cidades e em nosso Estado. Muito já se falou que se construirmos mais escolas hoje, no futuro não teremos que construir presídios. O mesmo vale para a cultura. Já está mais do que provado que onde há incentivo para que jovens e crianças se expressem através da arte e de outras manifestações culturais, não há violência.
Por isso, enquanto os governos e os parlamentos permanecerem com a concepção de que criar uma política de cultura é apenas manter uma orquestra, um corpo de baile ou fazer um evento, não avançaremos nessa questão.
Neste 5 de novembro, desejo que a gestão da Cultura seja praticada com um olhar que privilegie a diversidade de saberes, de etnias, de lugares de produção e de consumo.
*Leci Brandão é deputada estadual pelo PCdoB de São Paulo.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Pontos de Cultura, uma revolução em curso
No ano em que a política que mudou o fazer cultura no Brasil, os Pontos de Cultura, completa 10 anos, intensos debates e críticas são colocadas com o intuito de fazer avançar essa ação. A série abaixo, apresenta experiênicas do poder de transformação da cultura e do impacto dela em todo o Brasil.
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