Físico idealizador do Proálcool morreu sábado (1) de falência múltipla dos órgãos
Da Redação
Radicado em Brasília desde 1973, Vidal já estava longe a vida pública desde 2009 devido ao avanço do Alzheimer. Seu corpo foi enterrado no domingo (2) no Cemitério Campo da Esperança, também em Brasília, em cerimônia familiar.
Nacionalista
Defensor incondicional dos interesses brasileiros, dizia que o Brasil "é o futuro da humanidade", crença que permeou toda sua vida e obra - com o Proálcool fez do País o pioneiro na geração alternativa de energia nos anos de 1970, quando o mundo viveu forte crise do petróleo. Atuou como secretário de Ciência e Tecnologia nos governos do ditador Ernesto Geisel, entre 1974 e 79, e José Sarney, de 85 a 1990 - também atuou em conselhos de várias áreas, participando da fundação de mais de 30 instituições ligadas à ciência e tecnologia, educação, ambiente ou indústria.
Vidal era formado em engenharia na universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, de onde descende, com mestrado em física pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. O cientista deixa quatro filhos e seis netos, além de outras dezenas de publicações nas quais aborda os problemas brasileiros e suas soluções.
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