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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Palácio Gustavo Capanema


MinC e bancada do Rio acertam emenda de R$ 50 milhões para restaurar prédio

Ministra Marta Suplicy e Estevan Pardi Corrêa
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, acertou com um grupo de deputados federais do Estado do Rio de Janeiro a apresentação de uma emenda de bancada ao orçamento federal, no valor de R$ 50 milhões, para a restauração do Palácio Gustavo Capanema. O prédio, um marco da arquitetura moderna brasileira, é a sede da Representação Regional do Ministério da Cultura no Rio e nele também funcionam a sede da Funarte e departamentos de outras instituições vinculadas ao MinC.
Nesta terça-feira (27/11) a ministra visitou o Capanema, em companhia do deputado Edson Santos (PT/RJ); do presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi; da superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Cristina Lodi; do diretor de Articulação e Fomento do Iphan, Estevan Pardi Corrêa; e do chefe da Representação Regional do MinC, Marcelo Velloso.
A ministra verificou as condições do prédio, as necessidades de restauro e conheceu seu acervo. Edson Santos informou que os deputados da bancada devem se reunir em Brasília, na noite desta terça-feira, para elaborar o texto da emenda a ser apresentada na Câmara Federal.
Ocupação cultural
Durante a visita, o diretor do Paço Imperial, Lauro Cavalcanti, apresentou à ministra a proposta do Iphan para a reformulação da ocupação do edifício, após sua restauração estrutural, com a criação do Centro Brasil Moderno. A sugestão é destinar dez dos 16 andares do Capanema ao uso público e à ocupação cultural, com atividades que preservem a memória dos grandes nomes do modernismo brasileiro, ligados à música, teatro, poesia, educação, antropologia , história e patrimônio imaterial.
“O prédio é uma joia do modernismo e este espaço seria um centro de recuperação de tudo o que aconteceu na época, com atividades interativas que agreguem todo o tipo de arte”, comentou a ministra.
Dos seis andares superiores, cinco seriam destinados às atividades administrativas dos órgãos vinculados ao MinC e no último seria criado um restaurante. No térreo, além da livraria e da Sala Sidney Miller, já existentes, passaria a funcionar também um café.
A restauração
Os R$ 50 milhões da emenda parlamentar cobririam toda a reforma estrutural. Além disso, o Iphan já dispõe de R$ 13,5 milhões para tocar as primeiras obras. A superintendente regional do Iphan, Cristina Lodi, informou que os elevadores já estão sendo modernizados e o próximo passo será a impermeabilização do telhado. No total, o Instituto calcula que serão necessários R$ 66,5 milhões para a restauração e a implantação do Centro Brasil Moderno.
Responsável pela administração e preservação do edifício, o Iphan já realizou um mapeamento dos danos existentes e vai agora quantificar os dados obtidos neste levantamento. O resultado final do trabalho servirá de base ao projeto executivo que vai nortear a restauração. Foi concluído também um inventário completo dos bens móveis do prédio.
Pioneirismo
O Palácio Gustavo Capanema é o primeiro grande ícone do modernismo no Brasil. Foi construído, de maio de 1937 a outubro de 1945, no governo Getúlio Vargas, para ser a sede do Ministério da Educação e Saúde e, desde 1948, é tombado pelo Iphan. O prédio já passou também por todas as etapas prévias no processo da Unesco para ser declarado patrimônio da humanidade.
A obra foi realizada por determinação do ministro Gustavo Capanema, a partir do projeto desenvolvido por uma equipe integrada pelos arquitetos Lúcio Costa, Afonso Eduardo Reidy, Oscar Niemeyer, Jorge Machado Moreira, Ernani Vasconcelos e Carlos Leão, com consultoria do famoso arquiteto suíço, naturalizado francês, Le Corbusier.
O edifício é aclamado internacionalmente como a primeira grande obra a reunir os cinco princípios básicos da arquitetura moderna definidos por Le Corbusier: planta livre, fachada livre, pilotis, terraço-jardim e janelas em fita (brise-soleil).
Além do pioneirismo do projeto, o prédio reúne na área externa e em seus 16 andares um rico acervo que inclui várias obras do pintor Candido Portinari, como os painéis de azulejos Conchas e Hipocampos e Estrelas do Mar e Peixes; as pinturas murais Jogos Infantis e Ciclos Econômicos; e os painéis Quatro Elementos (Água, Terra, Fogo e Ar). O terraço-jardim do segundo andar é obra do paisagista Burle Marx . Outras obras de destaque são esculturas de Bruno Giorgio, Celso Antônio, Jacques Lipschitz e Adriana Janacópulos e um painel de azulejos de Paulo Rossi.
(Texto: Heloisa Oliveira, Ascom RRRJ/MinC)

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