Novo secretário e a Cultura para 2013
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Cláudio Chiesse, em entrevista ao jornal FOLHA DO INTERIOR, destacou a importância do resgate da memória barramansense e da necessidade de implantação de programas que levem cultura às comunidades da periferia
Barra Mansa
Gastronomia, música, cinema, poesia, redação, pintura e, claro, as festas tradicionais do município. Estes foram alguns dos assuntos abordados por Cláudio Eduardo Chiesse de Castro, em entrevista ao jornal FOLHA DO INTERIOR. O comunicador de 54 anos assume a Superintendência da Fundação de Cultura de Barra Mansa, a partir de 1° de janeiro, com a equipe do prefeito eleito no município Jonas Marins (PCdoB).
A festa de São Sebastião e o Carnaval, as duas primeiras festas do ano que serão promovidas pela Fundação, são o início do mandato de Chiesse à frente da Fundação. E, reforçando a promessa feita durante a campanha de Jonas Marins à prefeitura, o secretário confirmou a transferência da maior festa do país para as ruas da cidade.
Segundo ele, o carnaval de rua volta pra rua em 2013. “Ainda não é possível afirmar o trajeto que as escolas de samba e os blocos farão durante os desfiles. Isso só poderá ser definido após a nova equipe estudar a viabilidade de cada possibilidade”, explicou ele. Há algumas opções, dentre as quais o evento ser realizado totalmente na Avenida Joaquim Leite ou na Avenida José Marcelino de Camargo, ambas no Centro da cidade. A realização de bailes no Parque da Cidade também não está descartada. O assunto será discutido no próximo dia 10, em reunião entre o prefeito eleito, a equipe da Fundação e os carnavalescos de Barra Mansa.
A festa de São Sebastião será mantida, assim como a corrida, que já é tradição no 20 de janeiro.
Para a nova gestão, há, entre os objetivos para a área da Cultura, a realização de concursos culturais, como de poesia, com a participação de estudantes das escolas da rede municipal de ensino.
Cultura itinerante

Outra vertente, que pretende levar entretenimento e Cultura aos moradores de todas as regiões da cidade, é uma espécie de “caminhão cultural”, que colocaria espetáculos circenses, teatrais e cinematográficos perto dos moradores. “Com este projeto, que seria desenvolvido em parceria com as associações de moradores, todos os bairros teriam acesso a peças, shows e filmes, gratuitamente, ali, perto de suas casas”, detalhou Cláudio. Para ele, a necessidade de promoção de atividades culturais nas periferias do município será uma das prioridades.
“Os bairros mais distantes do Centro vão ser beneficiados com atividades também. Boa parte desses moradores ficou esquecida nos últimos anos e não teve acesso a eventos perto de casa”, lembrou ele.
Uma grande novidade que promete movimentar jovens em todo o município são os concursos de curtas. Neles, cujos temas definidos previamente, os candidatos inscreverão filmes curtos, que poderão ser feitos até por telefones celulares e ipads, que concorrerão em categorias distintas.
Pra quem espera mudanças dentro da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, a notícia, novamente reiterando o que disse Jonas Marins em sua campanha, é que as mudanças virão, principalmente quanto aos locais de apresentação do grupo musical mantido pela prefeitura, por meio da Fundação de Cultura.
“Hoje, a orquestra se apresenta no município apenas uma vez por mês. O grupo precisa, sim, se apresentar para outros públicos, fora daqui, mas não somente. A população de Barra Mansa precisa ver seus filhos se apresentarem em eventos importantes da cidade, ou durante atividades de lazer no parque, por exemplo”, frisou o novo secretário de Cultura.
Escritores, cantores, atores e poetas terão chances de mostrar seu trabalho. Por meio de um Projeto de Lei Municipal de Incentivo à Cultura, Cláudio Chiesse pretende criar um programa de incentivo a estes artistas. A ideia é que eles apresentem seus projetos à Fundação e, após estudos de viabilidade, feitos por uma equipe específica, que avaliarão potencial artístico e possibilidades de retorno ao município, por exemplo, poderão ser financiados pela própria administração.
Outros projetos

Muitas outras ideias estão surgindo e sendo postas no papel. Os trabalhos do superintendente da Fundação de Cultura de Barra Mansa começaram tão logo ele foi convidado pelo novo prefeito, para assumir a chefia da pasta. Animado e motivado, Cláudio Chiesse garantiu que projetos importantes serão trazidos para a cidade.
“Há planos de criar uma Casa do Artista, para expor trabalhos das pessoas do nosso município, da realização de Domingo no Parque, com apresentação de artistas locais, para valorizar nossa população, de atividades para marcar datas importantes, mas pouco lembradas, do nosso calendário”, enumerou ele, referindo-se a datas como Dia do Choro e Dia do Rock.
Tudo, sempre para fomentar a Cultura e promover entretenimento aos moradores de Barra Mansa. “Os projetos, os eventos, o calendário, as atividades e tudo o que for relacionado à cultura no município, será realizado para a população, para que o cidadão barramansense tenha orgulho de morar nesta cidade, que, em vez de valorizar a cultura local, exporta tantos talentos”, finalizou Cláudio Chiesse.




A lei CULTURA VIVA, de autoria da deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ), já foi aprovada por unanimidade na comissão de educação e cultura da Câmara.
A comunista, que também é presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, um dos mais importantes colegiados do Congresso Nacional, que abriga mais de 300 deputados e senadores, reafirmou que um dos compromissos da Frente é defender a valorização da diversidade cultural e a universalização do acesso aos bens e serviços culturais. 
A emergência da economia da cultura na agenda do desenvolvimento no mundo contemporâneo alcançou a sensibilidade do Estado brasileiro nas últimas décadas do século 20. Como se vê, tardiamente. Desde a Lei Sarney, a União estabeleceu um processo voltado para induzir o setor privado a investir em projetos culturais por meio de leis de incentivos fiscais, com destaque para a Lei Rouanet, que a sucedeu. 







A Primavera dos Livros de São Paulo 2012 será realizada na Biblioteca de São Paulo, localizada no Parque da Juventude (Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana), e tem como uma de suas principais virtudes a promoção de maior contato entre público, obras literárias e profissionais da área. O conceito de bibliodiversidade cerca todas as ações do evento, abrindo espaço para a produção editorial que não se curva à lógica do best seller. 


